Deu ruim pra Jajá

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O castelo do ex-senador da república José Agripino (DEM), vulgo “Jajá” ou “Gripado”, está ruindo. Após ser derrotado nas urnas na eleição de 2018, onde disputou uma cadeira para a Câmara Federal, Agripino, que exerceu por 24 anos consecutivos mandatos no Senado, começa a sentir o peso da justiça.

Nesta sexta-feira, 26, o ex-senador teve denúncia contra ele acolhida na Justiça Federal do Rio Grande do Norte. Ele é suspeito de ter cometido crimes de associação criminosa e peculato. É que corre na justiça ação penal originalmente apresentada pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), só que a denúncia se deu ainda na época em que ele exercia o mandato em Brasília, pois isso só agora foi dado andamento a denúncia.

As investigações apontam que, de março de 2009 a março de 2016, o ex-senador teria nomeado Victor Neves Wanderley como assessor de seu gabinete, em Brasília. Ocorre que nesse período Victor trabalhava como gerente de uma farmácia, em Natal.

O acordo com José Agripino era de Victor repassar seu salário a outro assessor do político, a soma do golpe ao erário é de quase R$ 600 mil em sete anos.

Mas os problemas e processos não acabam por ai, durante as investigações foi descoberto um outro possível crime envolvendo o nome dessa dupla. Consta no processo que Victor Souza admitiu ter recebido durante três anos remuneração de mais de R$ 2 mil sem nunca ter trabalhado na Assembleia Legislativa do RN.

CACIQUES

José Agripino é primo de César Maia, que é pai do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Atualmente César tem seus direitos políticos cassados por improbidade administrativa.

Um comentário

  1. Rita de Cássia said:

    Quadrilha organizada

    27 de julho de 2019
    Reply

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